sábado, 3 de abril de 2010


Vanusa dá a volta por cima pós 'mico' do hino e ganha versão de Paulo Coelho
Em agosto de 2009 um vídeo com Vanusa cantando o Hino Nacional, na Assembléia Legislativa de SP, rendeu mais de três milhões de acessos no You Tube. A cantora passava por uma crise aguda de labirintite. A história se espalhou de tal forma, que surgiram boatos de que ela estaria sob o efeito de drogas ou bebida alcoólica:
"Eu nunca fumei maconha, nunca cheirei cocaína", defende-se Vanussa, acrescentando:
"Eu fiquei muito magoada com toda essa história. Foi muito traumático! Depois disso, eu não queria mais fazer tevê, não queria mais dar entrevistas... Na época, meu médico me proibiu de tudo, porque se visse tudo que saia a meu respeito, eu iria enlouquecer."
Passados oito meses, a cantora de 62 anos, 42 deles dedicados à carreira, volta à mídia com uma novidade: o lançamento de um remix da música "I Will Survive", uma versão produzida por ninguém menos que o escritor e compositor Paulo Coelho, feita em 1981.
A canção, que tem data de lançamento prevista para o próximo dia 20, na boate Lê Boy, no Rio de Janeiro, não se trata de uma resposta ao episódio, ainda. A cantora disse que existe, sim, uma música em resposta ao fato, mas que no momento precisa guardá-la a ‘sete-chaves’, devido a alguns acertos com sua gravadora.
Vanusa também finaliza um CD com músicas e inéditas e a regravação de grandes sucessos:
"Estou preparando um repertório bastante diferenciado", disse, animada com o projeto.
Segundo a cantora, o lançamento desse novo disco será feito em grande estilo, com estreia em toda a Europa, começando por Londres, na Inglaterra, e terminando em Paris, na França.
Processo e Tratamento
Vanusa revela a O Fuxico que na época do episódio, no qual cantou o hino alterando a letra por não estar passando bem, pensou em processar a Assembléia Legislativa de SP, mas acabou mudando de ideia com o tempo. O vídeo de sua apresentação foi colocado no You Tube, da internet, gerando todo o escândalo na mídia.
Hoje, Vanusa segue acompanhamento médico, tomando todos os dias medicamentos para controlar as crises.
Acidente
Em julho do ano passado, 45 dias antes do vídeo do "Hino" cair na rede, a cantora sofreu um acidente doméstico. Ela caiu entre a cama e o rack da tevê, que resultou na fratura de sua clavícula. "Num período de um mês fui operada três vezes. Sentia muitas dores. Primeiro colocaram um pino, que não parou. Colocaram uma placa, que também não parou, e depois eles fizeram uma rede para segurar a minha clavícula. Hoje, faltam dois centímetros da minha clavícula", conlui Vanusa, que agora, recuperada da fase negativa, dá a volta por cima em uma nova fase de sua vida.

terça-feira, 30 de março de 2010



Lançamentos em vinis
03/03/2010
Em constante crescimento em vendas em todo o mundo, o mercado de vinis estará especialmente aquecido a partir de agora com a reinauguração da Polysom.
Única fábrica de vinis da América Latina, a Polysom estava desativada desde outubro de 2007. Comprada pelos proprietários da Deckdisc em abril de 2009, passou por uma obra civil de grandes proporções e começou a operar nesse início do ano.
A Polysom vai atender todos os selos e gravadoras do Brasil e da América Latina. Os primeiros lançamentos (nas lojas em março) serão 4 títulos da própria Deckdisc: "Cinema" (Cachorro Grande), "Onde Brilhem os Olhos Seus" (Fernanda Takai), "Fome de Tudo" (Nação Zumbi) e "Chiaroscuro" (Pitty).
Pitty fará show de lançamento do LP dia 05 de março (sexta) no Circo Voador.
Conheça os detalhes dos novos trabalhos lançados em vinil...
Cachorro Grande – "Cinema"Uma das maiores bandas de rock brasileiro dessa geração, a Cachorro Grande gravou "Cinema" em clima vintage. Inspirada pelo rock das décadas de 60 e 70, seus músicos usaram equipamentos analógicos e fizeram "o trabalho mais aprumado em termos de som", segundo o guitarrista Marcelo Gross.
O som traz influências de psicodelia, instrumentos exóticos como cítara, bases densas, ambiências e outras maluquices. "A diferença entre esse e os nossos outros é que deixamos nos levar mais pela sonoridade de Pink Floyd, Jethro Tull e Led Zeppelin"- completa ele. Como ardorosos fãs do formato vinil, os integrantes da banda foram grandes motivadores para a reabertura da Polysom.
Fernanda Takai – "Onde Brilhem os Olhos Seus"Foi de uma sugestão do jornalista Nelson Motta que nasceu o disco "Onde Brilhem os Olhos Seus". Amigo muito próximo de Nara Leão, a carioca que encantou o Brasil e a bossa nova, Nelson achou que as músicas da cantora cairiam bem na voz suave e firme de Fernanda Takai. Com releituras modernas, mas sem destoar das origens, Takai surpreendeu.
O interessante desse disco é que, por sua geração e formação pop rock, Fernanda e John Ulhoa, que acompanhou a cantora nessa jornada, tinham pouca familiaridade com o universo rítmico do samba, choro e bossa nova de Nara, o que resultou em leituras inventivas e renovadoras em todas as canções. A graça e o bom gosto, a elegância e a discrição - além de um look meio oriental em decorrência de sua ascendência japonesa – unem a delicadeza e a inteligência da música de Nara e Fernanda.
A versão em CD de "Onde Brilhem os Olhos Seus" recebeu disco de ouro pelas mais de 50.000 cópias vendidas. Em 2009, a Deckdisc lançou o show do projeto "Luz Negra", em CD e DVD. O lançamento de "Onde Brilhem os Olhos seus" em vinil atende o desejo expresso pelos representantes de grandes livrarias brasileiras.
Nação Zumbi – "Fome de Tudo""Fome de Tudo" já nasceu antológico. Mais do que uma volta às origens, é uma espécie de retrospecto altivo da banda mais inventiva em atividade no país. Ao longo dos anos, a Nação Zumbi foi descobrindo e aperfeiçoando a alquimia do world metal, do coco dub, da ciranda psicodélica, entre tantas outras.
Esse arsenal todo foi revigorado no álbum "Fome de Tudo". Na época do lançamento, em 2007, Jorge du Peixe, vocalista, comentou que o aspecto "interpretação" mereceu um capricho maior do que o usual, o que resultou sem dúvida no álbum mais melodioso de toda a discografia da banda. Lançar "Fome de Tudo" no formato vinil era uma promessa da Deckdisc para os integrantes da banda e o produtor Mario Caldato Jr.
Pitty – "Chiaroscuro""Chiaroscuro" foi um dos lançamentos mais aguardados de 2009. Não só pelos 4 anos de intervalo desde seu antecessor "Anacrônico", mas também pela expectativa gerada através do blog oficial da Pitty. Esse último trabalho nasceu da necessidade de expressão da cantora e foi, de fato, gerado durante vários meses nos quais muitos detalhes foram pensados e outros tantos foram fluindo naturalmente.
O álbum traz vários contrastes na sonoridade, com músicas pesadas e leves, viscerais e sutis. Ainda que o rock seja predominante, há diversas influências como soul, tango, bolero e até música erudita. "A ideia era mesmo caminhar por outros terrenos" – diz Pitty. O primeiro single, "Me Adora", é sucesso absoluto em todo o Brasil. Além de ter ficado entre as músicas mais tocadas do ano, ganhou versões em ritimo de forró, sertanejo e axé.
"Chiaroscuro" foi o disco escolhido pela Polysom para realizar todos os testes de fabricação, tendo sido inclusive comparado com alguns discos feitos especialmente na fábrica americana Bill Smith Custom Records.
Por: Dj Sound

terça-feira, 9 de março de 2010

Vicente Celestino (1894 - 1968)



Vicente Celestino (1894 - 1968) Vicente Celestino representa, em toda a história de nossa música, a mais longa e ininterrupta carreira de intérprete sem jamais ver diminuída a popularidade. Quando morreu, às vésperas dos 74 anos, no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil, que seria gravado para um programa de televisão. Foram 54 anos de vida artística, se contados a partir de 1914, ano de sua estréia na Companhia do Teatro São José. A valsa "Flor do Mal" foi nessa ocasião seu primeiro grande sucesso e também entrou no seu primeiro disco, em 1916, na Odeon (Casa Edison). Antônio Vicente Filipe Celestino nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Tereza, filho de italianos da Calábria. Dos 6 homens (eram 11 irmãos), 5 dedicaram-se ao canto e 1 ao teatro. Desde os 8 anos, por causa de sua origem humilde, Celestino teve de trabalhar: sapateiro, vendedor de peixe, jornaleiro e, já rapaz, chefe de seção numa indústria de calçados. Antes do teatro cantava muito em festas, serenatas e chopes-cantantes. Rapidamente, depois de oportunidade no teatro, alcançou renome. Formou companhias de revistas e operetas com atrizes-cantoras, primeiro com Laís Areda e depois com Carmen Dora. As excursões pelo Brasil renderam-lhe muito dinheiro e só fizeram aumentar sua popularidade. Nos anos 20, reinava absoluto como ídolo da canção. Na fase mecânica de gravação, fez cerca de 28 discos com 52 músicas. Com a gravação elétrica, em 1927, sentiu uma certa inaptação quanto ao rendimento técnico, logo superada. Aí recomeçaria os sucessos cantados em todo o Brasil. Em 1935 foi contratado pela RCA VICTOR, praticamente daí sua única gravadora até falecer. No total, gravou em 78 rpm cerca de 137 discos com 265 músicas, mais 10 compactos e 31 Lp's, nestes também incluídas reedições dos 78 rpm. Vicente Celestino, que tocava violão e piano, foi o compositor inspirado de muitas das suas criações. Duas delas dariam o tema, mais tarde, para dois filmes de enorme público: "O Ébrio" (1946) e "Coração Materno" (1951). Neles Vicente foi dirigido por sua mulher Gilda Abreu (1904 - 1979), cantora, escritora, atriz e cineasta. O incrível Vicente Celestino passaria incólume e imperturbável por todas as fases e modismos, mesmo quando, no final dos anos 50, fiel ao seu estilo, gravou "Conceição", "Creio em Ti" e "Se Todos Fossem Iguais a Você". Seu eterno arrebatamento, paixão e inigualável voz de tenor, fizeram com que o povo o elegesse como A Voz Orgulho do Brasil.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Rita Pavone quer usar a sua voz em favor dos cidadãos italianos
Rita Pavone, um talento italiano que conquistou o mundo

A sua voz conquistou o mundo a partir dos anos 60. Com seus 1m49cm, a pequena notável foi um dos mais exponenciais fenômenos artísticos surgidos na Itália. Suas interpretações musicais fizeram sucesso nos mais diferentes países e lhe abriram caminho para o estrelato cinematográfico. Agora, aos 60 anos, ela quer emprestar o seu talento para representar os conterrâneos residentes em outros países da Europa no Parlamento italiano. Rita Pavone, o mito de uma época, é candidata ao Senado nas próximas eleições.
Atualmente residindo na Suíça com o seu marido, descobridor e eterno agente, Teddy Reno, a intérprete de Amore Scusami, Dateme un martelo e outros sucessos vai concorrer na lista apartidária para a circunscrição européia, onde, aliás, está o maior colégio eleitoral de cidadãos italianos no exterior – 1.615.483 eleitores. Filha de um operário da Fiat, nascida em Turim em 1945, a pequena/grande artista italiana dos anos 60 a 80, especialmente, acha que tem experiência e condições de fazer um trabalho sério como senadora.
Rita Pavone, mãe de dois filhos (Alessandro e Georgio), aceitou o convite para concorrer feito pelo ministro Mirko Tremaglia (Ministero per gli Italiani nel Mondo), e diz ter noção do que representou para milhões de italianos terem de emigrar para outros países.
Antes de despontar como cantora, aos 15 anos, ela já trabalhava como costureira. Em 1962, participou de um concurso de calouros e foi descoberta pelo também cantor e produtor Teddy Reno, que logo tratou de conseguir um contrato com a RCA. Seu primeiro disco, La Partita Di Palone, vendeu mais de um milhão de cópias em pouco tempo. O segundo, Come Te Non C'è Nessuno, obteve uma extraordinária repercussão em vários países do mundo, entre os quais o Japão e o Brasil.
Interpretando seus sucessos em diversas línguas, Rita tornou-se mais famosa ainda e deslanchou sua carreira ao se apresentar no Ed Sullivan Show, em 1965. Em 1971, já havia vendido mais de 12 milhões de discos. Estrelou filmes e peças teatrais, demonstrando uma versatilidade e uma capacidade que, se for transportada para a política, não será um voto perdido. Na realidade, o um poderoso fã clube com adeptos em várias partes do mundo pode ser determinante para ela encaminhar a sua vaga.
Para lembrar e para quem não conhece, uma letra de um sucesso de Rita:
Datemi Un Martello
Composição: Bardotti, Mays E Seeger
Datemi un martello

Che cosa ne vuoi fare

Lo voglio dar in testa

A chi non mi va

A quella smorfiosa

Con gli occhi dippinti

Che tutti quanti fa ballare

Lasciandomi a guardare

Che rabbia mi fa

Che rabia mi fa
Datemi un martello

Che cosa ne vuoi fare

Lo voglio dar in testa

A chi non mi va

A tutti le coppie

Che stano apiccicati

Che vogliono le luce spente

E le canzone lente

Che noia mi da
E datemi un martello

Che cosa ne vuoi fare

Rompere il telefono

Lo opereró perchè si

Tra pocchi minutti

Mi chiamerà la mamma

Il babbo esta per tornare

A casa devo andare

Che voglia ne ho no no no

Um colpo sulla testa

A chi non è dei nostri

Così lá nostra festa

Piu bella sara

Saremmo noi soli

E saremmo tutti amici

Faremo insiemo i nostri balli

E surf e hully gully

Cho forza sarà

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


Algumas das capas dos discos de vinil são hoje em dia autênticas relíquias mas em muitos casos também motivo de boas barrigadas de riso face à originalidade das mesmas. É certo que nessas alturas o design não era coisa que preocupasse muito a grande maioria dos músicos e respectivas produtoras mas os resultados agora estão à vista. Assim, no Flickr é possível aceder a uma ampla lista de "excelentes" capas. Há para todos os gostos. O difícil mesmo é escolher a pior de todas, ou, se preferirem, a melhor. Aqui, neste sítio, também é possível ver uma lista considerada como as 50 piores capas.
- Flickr

E o último cd de Eugénia Melo e Castro: "Desconstrução" é também o seu último LP! Nesta época de música digital é bom "matar" saudades dos discos em vinil...para saber como encomendar uma cópia desta edição limitada (e lindíssima) é só clicar no link a seguir: http://www2.uol.com.br/eugeniameloecastro/vinil.html
Posted by rayoflight